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sexta-feira, 28 de fevereiro, 2025

Estudo revela impacto da Covid-19 no sistema cardiovascular de pacientes, incluindo casos leves

Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) revelou que pessoas que tiveram Covid-19, incluindo casos leves, podem apresentar desequilíbrios significativos no sistema cardiovascular, o que pode exigir programas de reabilitação. A pesquisa, que envolveu 130 voluntários com apoio da FAPESP, constatou que, até seis semanas após a infecção, os participantes mostraram uma drástica queda na variabilidade da frequência cardíaca (VFC), um importante indicador da saúde cardiovascular. Esse índice reflete a capacidade do coração de se adaptar a estressores físicos e emocionais, e valores mais baixos estão associados a dificuldades do coração em ajustar sua frequência conforme as necessidades do corpo.

Embora os participantes testados entre dois e seis meses ou entre sete e 12 meses após a infecção tenham mostrado uma melhoria gradual nos índices de VFC, os valores ainda estavam abaixo dos observados no grupo-controle, composto por pessoas não infectadas pelo SARS-CoV-2. A pesquisa sugere que esses desequilíbrios no sistema cardiovascular podem aumentar o risco de doenças cardíacas, principalmente em indivíduos com fatores de risco como colesterol elevado, hipertensão, obesidade, diabetes e tabagismo.

Além da redução da VFC, os pesquisadores observaram uma predominância do sistema nervoso simpático sobre o parassimpático nos pacientes infectados. Esses dois sistemas controlam funções involuntárias do corpo, como a frequência cardíaca, e um desequilíbrio entre eles pode ser prejudicial à saúde cardiovascular. O sistema simpático aumenta a frequência cardíaca em situações de estresse, enquanto o parassimpático a reduz em momentos de descanso. A Covid-19 parece ter afetado esse equilíbrio, potencializando o risco de complicações cardiovasculares.

A pesquisa também destacou que a dispneia (falta de ar) foi o sintoma mais comum entre os indivíduos com pior modulação autonômica cardíaca, mas outros sintomas, como tosse (47%), fadiga (50%), cefaleia (56%), perda de paladar (53%), ansiedade (62%) e coriza (50%), também foram frequentes. Além disso, observou-se que muitos dos indivíduos mais afetados pela doença não estavam vacinados.

Esses achados reforçam a importância de programas de reabilitação para pacientes que se recuperaram da Covid-19, mesmo para aqueles que tiveram casos leves, pois o impacto no sistema cardiovascular pode ser duradouro e prejudicial à saúde a longo prazo. O estudo contribui para a compreensão dos efeitos da Covid-19 no corpo humano, especialmente em relação ao sistema cardiovascular, e sublinha a necessidade de monitoramento contínuo e intervenções precoces.

Com informações CNN Brasil

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