O projeto EncoleiraCão, desenvolvido pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Três Lagoas, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e o Ministério da Saúde, concluiu mais uma fase do 5º ciclo, realizado entre os dias 5 de novembro de 2024 e 25 de janeiro de 2025. O objetivo principal da ação é o controle de zoonoses, com foco especial na Leishmaniose, uma doença transmitida por vetores como o mosquito-palha e que pode afetar tanto animais quanto seres humanos.
A fase mais recente do projeto foi executada nos bairros Vila Alegre, Santa Rita e Santa Júlia, abrangendo quadrantes específicos dentro dessas regiões para garantir a abrangência e eficácia dos estudos. Durante os 81 dias de execução, um total de 367 animais, principalmente cães, foram encoleirados, e 158 desses animais tiveram amostras de sangue coletadas para análises laboratoriais.
Os resultados das análises apontaram que 8,23% dos cães testados apresentaram resultados positivos para doenças transmissíveis, o que sublinha a importância das iniciativas de controle de zoonoses, como o EncoleiraCão, para a saúde pública local. O programa se destaca como uma medida preventiva essencial para a redução de doenças como a Leishmaniose, que representa um risco significativo à saúde de cães e humanos.
Sobre o projeto:
É fundamental esclarecer que o CCZ não distribui coleiras fora do contexto do projeto. A distribuição das coleiras impregnadas com deltametrina 4% é realizada exclusivamente nas residências dos animais incluídos no estudo, nos quadrantes definidos pela pesquisa. Os moradores não precisam se deslocar até o CCZ, pois a entrega das coleiras é feita diretamente nas casas que fazem parte da ação.
O estudo, que conta com a colaboração do Ministério da Saúde, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem como objetivo avaliar a eficácia das coleiras impregnadas com deltametrina 4% no controle da Leishmaniose canina. A pesquisa visa encontrar soluções práticas e eficazes para o combate e controle da doença no Brasil, com o objetivo de proteger tanto os animais quanto a população de Três Lagoas e, potencialmente, de outras regiões do país.
Com informações prefeitura Três Lagoas