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75% das pessoas operadas de ponte de safena não manifestam complicações

Saúde – 31/12/2011 – 09:12

O Centro de Ensino e Pesquisa da Beneficência Portuguesa de São Paulo acaba de finalizar a segunda fase do Revasc, maior estudo sobre cirurgias de revascularização de miocárdio do País.

Os resultados apontam que 77% dos pacientes submetidos à revascularização de miocárdio, também conhecida como ponte de safena, não apresentaram complicações cardiovasculares após o procedimento cirúrgico.

O estudo envolveu 3.010 pacientes, operados pelas 14 equipes de cirurgia cardíaca da Instituição, entre julho de 2009 e julho de 2010 e mostra, ainda, que apenas 2% dos pacientes apresentaram mediastinite, infecção profunda na ferida operatória.

O Revasc mostra que 700 pacientes apresentaram algum tipo de complicação cardiovascular no período em que permaneceram internados após a cirurgia.

Do total de complicações cardiovasculares registradas no pós-operatório, 14% foram relacionadas à FAA (Fibrilação Atrial Aguda), complicação comum no pós-operatório.

De acordo com a literatura médica, a FAA é responsável por até 50% dos casos de complicações cardiovasculares em pós-operatórios de pontes de safena.

A FAA aumenta significativamente o risco de insuficiência renal, infecção da ferida operatória, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio. A complicação também aumenta o tempo em que o paciente é submetido à ventilação mecânica.

” O percentual de FAA registrado nos pacientes participantes do estudo atesta a qualidade da assistência prestada aos pacientes operados pela Instituição e reforça a expertise do Hospital em procedimentos cardíacos” , afirma o cardiologista Alexandre Sousa, médico pesquisador do Centro de Ensino e Pesquisa da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O especialista destaca que os baixos índices de FAA são fundamentais para reduzir os indicadores de mortalidade dos pacientes, principalmente aquelas que ocorrem nos primeiros 30 dias após a realização da cirurgia.

Mediastinite

O Revasc também mostrou que os índices de mediastinite, registrados nas cirurgias de ponte de safena feitas na Beneficência Portuguesa de São Paulo, ficaram abaixo dos percentuais aceitáveis pela comunidade científica internacional.

Apenas 64 dos 3.010 pacientes operados na Instituição apresentaram mediastinite, infecção profunda na região do mediastino.

O percentual de mediastinite aceito internacionalmente é de até 3% dos casos cirúrgicos. A infecção atingiu 2% dos pacientes operados na Beneficência Portuguesa de São Paulo.

” Evitar a mediastinite é importe por vários aspectos, inclusive, porque sem a infecção a taxa de sobrevida do paciente em 5 anos é superior a 70%. Já quem teve a infecção apresenta, no mesmo período, taxa de sobrevida de 50%” , afirma Sousa.

O paciente com mediastinite tem seu tempo de permanência no ambiente hospitalar prolongado, permanecendo internado por, em média, 35 dias. Já o paciente que não apresentou esse tipo de infecção permanece hospitalizado por aproximadamente 16 dias.

Os resultados do Revasc foram apresentados no 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia, que aconteceu de 16 a 19 de setembro em Porto Alegre/RS.(Isaude.net)

Fonte: Dourados Agora

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