Em março de 2024, a balança comercial brasileira registrou o segundo maior superávit da história para o mês, com US$ 8,154 bilhões a mais em exportações do que em importações, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Esse resultado, 13,8% superior ao de março de 2023, é o melhor desde 2023, quando o superávit foi de US$ 10,751 bilhões.
As exportações totalizaram US$ 29,177 bilhões, alta de 5,5% em relação ao ano passado, impulsionadas pelo aumento no preço do café e pelo início das safras de soja e milho. As importações somaram US$ 21,023 bilhões, com alta de 2,6%, lideradas pela compra de motores, máquinas, medicamentos e fertilizantes, especialmente máquinas e motores, com aumento de 45,9% em relação ao ano anterior.
No setor agropecuário, o aumento das exportações foi impulsionado pelo crescimento no volume de mercadorias, que subiu 10,8%. Na indústria de transformação, as exportações também aumentaram em volume (9%), embora com queda de preço médio de 0,9%. Já na indústria extrativa, as exportações caíram 10,6%, refletindo a manutenção das plataformas de petróleo.
O Mdic atualizou suas estimativas para o superávit comercial de 2024, projetando US$ 70,2 bilhões, uma redução de 5,4% em relação ao ano anterior. Para 2025, as exportações devem crescer 4,8%, enquanto as importações aumentarão 7,6%. No entanto, as previsões ainda não consideram os impactos de possíveis tarifas comerciais internacionais.
O mercado financeiro, por sua vez, projeta um superávit de US$ 75 bilhões para 2024, mais otimista do que as previsões oficiais.
Com informações Agência Brasil