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Três Lagoas
terça-feira, 4 de fevereiro, 2025

Municípios paulistas debatem planos de drenagem após chuvas intensas

Na última segunda-feira (3), representantes do governo paulista e de 53 municípios afetados pelo excesso de chuva se reuniram no Palácio dos Bandeirantes para debater a criação de planos de drenagem. O objetivo é liberar recursos para obras de pequena escala e envio de maquinário, além de incluir as cidades no planejamento de grandes obras, como piscinões e soluções de macrodrenagem.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natalia Resende, destacou a importância dos planos de drenagem para a correta aplicação de recursos. Segundo ela, sem um plano é difícil saber onde investir e qual obra realizar. A secretária também enfatizou a necessidade de uma abordagem integrada, envolvendo consórcios de municípios e gestores de bacias hidrográficas.

Apesar de avanços na capacitação dos gestores e na elaboração de planos de médio e longo prazo, a reunião não apresentou soluções imediatas para a atuação de curto prazo. O coronel Ricardo Hengel, da Defesa Civil estadual, reforçou os acordos do Plano Verão, que estabelece diretrizes de resposta e regras de atuação conjunta entre estado e municípios paulistas.

Natalia Resende anunciou que o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) liberará mais de R$ 64 milhões para microdrenagem, condicionados aos planos de drenagem. Investimentos de macrodrenagem também serão escalonados, com prioridade para regiões como Jaboticabal, Suzano, Juquery e Franco da Rocha, que enfrentaram grandes desalojamentos nas recentes chuvas.

A renovação dos planos de drenagem, como explicou Rodrigo de Paula, coordenador da Defesa Civil de Jaú, é um esforço contínuo. A cidade identificou novas áreas de risco devido ao impacto da erosão nas galerias pluviais e na microdrenagem. No último mês, três novos pontos de insuficiência de drenagem foram registrados.

A Secretaria de Parcerias prepara uma série de editais de saneamento e drenagem até o final do ano, seguindo o modelo adotado desde o Marco do Saneamento de 2020. A expectativa é que esses editais componham um lote de leilões para implementar melhorias de drenagem e combater os efeitos das enchentes no estado.

Com informações Agência Brasil

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